Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

QUE PASSARINHO É ESSE MÃE?

Cacatua-preta (Probosciger aterrimus)

Pois é né... É muito comum as pessoas se referirem a todo animal de bico e pena por PASSARINHO. Mas, aos ouvidos de quem entende, isso dói, e dói muito.

O "Globo Repórter", aquele programa da Rede Globo que insiste em passar notícias para informar as pessoas, muitas vezes (pra não dizer todas as vezes), peca quando mencionam sobre animais. Infelizmente eles não costumam passar seus textos para uma pessoa experiente (um biólogo) que entende do assunto para revisar a matéria e impedir de ir ao ar essas besteiras. Eu mesmo já perdi as contas de quantas vezes já mandei e-mails fazendo correções e nada de me responderem decentemente. O que eu recebo são frases prontas: "Obrigado. Sua sugestão foi enviada para o departamento competente e blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá".

Então, vendo essa dificuldade, deixo um texto, adaptado, colhido no Atualidades Ornitológicas pelo site www.ao.com.br, onde explica direitinho que: NEM TODAS AS AVES SÃO PÁSSAROS!

David Attenborough, em sua monumental obra A VIDA NA TERRA, afirma que "A pena é algo extraordinário, é uma substância a que poucas se comparam como isolante término e nenhuma, seja de origem animal ou fabricada pelo homem, a supera como material de vôo. ... As características que distinguem as aves dos outros animais estão quase sempre ligadas, de uma forma ou de outra, aos benefícios trazidos pelas penas. Na realidade, o simples fato de possuí-las é suficiente para definir uma criatura como ave". Mas o que dizer dos familiares classificados dos jornais: ANIMAIS e AVES? Notório contra-senso! Melhor seria dizer AVES e OUTROS ANIMAIS.


Flamingo-americano (Phoenicopterus ruber ruber)

Outro deslize relativamente comum é freqüente na televisão. Programas como MUNDO ANIMAL, por exemplo, extremamente meritórios por seu excelente conteúdo, deveriam contar com rigorosa assessoria científica quando de sua versão para o Português, evitando que aves como garças, tucanos, araras e outras continuem sendo denominadas pássaros, o que constitui erro palmar. Também as publicações dedicadas a Ornitofilia, Ornitologia Amadora e assuntos correlatos estampam com assiduidade títulos do tipo "PERIQUITOS ONDULADOS, PÁSSAROS MARAVILHOSOS", "AGAPORNIS, PÁSSAROS DO AMOR" etc. Ora, que o leigo cometa tais equívocos é compreensível e até perdoável, mas, deve confessá-lo, quem tem algumas noções de Ornitologia não os engole sem veementes protestos!

Agapornis personata

Rodolpho von Ihering, um dos maiores naturalistas deste País, já frisava em sua obra magna, o DICIONÁRIO DOS ANIMAIS DO BRASIL: "Pouca gente costuma fazer distinção com valor classificativo, no emprego dos vocábulos ave e pássaro, peculiares à nossa língua e à espanhola. O francês emprega indiferentemente oiseau, tanto ao designar o avestruz como o pardal e da mesma forma Vogel em alemão e bird em inglês aplicam-se a qualquer vertebrado plumado. Mas ninguém, falando corretamente nossa língua, dirá que a ema, o gavião e o papagaio sejam pássaros". O mestre até exemplifica: "Termos ouvido definir que pássaros são as aves pequenas. Estará certa? O bem-te-vi é um pássaro, mas a rolinha, muito menor, pode ser designada assim? Certamente que não, pois a rola é uma pomba e os representante desta ordem não são pássaros, porém aves, como as galinhas".


Depreende-se, portanto, a existência de valor classificativo para a palavra pássaro. Todos os vertebrados providos de penas são aves, inclusive os pássaros. Estes, porém, pertencem a um grupo zoológico bem caracterizado, constituindo a ordem Passeriformes. E a ela não se filiam tuins, andorinhões e nem mesmo os beija-flores, apesar de suas reduzidas dimensões. Daí se deduz que, se quisermos empregar com exatidão os vocábulos ave e pássaro, a noção de tamanho deve ser completamente abandonada, levando-se em conta apenas o critério de classificação. Pássaros, só os Passeriformes, que têm bico desprovido de membrana na base, tarsos isentos de penas, pés com três dedos dirigidos para a frente e um para trás e unha do dedo posterior mais forte que a dos anteriores, dos quais os dois interiores são ligados entre si na base.

Já que, para o leigo, isso não quer dizer muito, embora elimine uma série de espécies (todas as que têm dois dedos dirigidos para a frente e dois para trás, por exemplo, incluindo-se aí os menores pica-pauzinhos), a única maneira prática de esclarecê-lo é relacionando todas as famílias de Passeriformes que ocorrem no Brasil:

Cerebídeos (saís, cambacicas etc);
Corvídeos (gralhas);
Cotingídeos (arapongas, anambés, pavó, crejoá, corocochó etc.);
Dendrocolaptídeos (arapaçus e subideiras);
Estrildídeos (bico-de-lacre);
Formicariídeos (chocas, tovacas, papa-formigas etc);
Fringilídeos (azulão, curió, bicudo, canário-da-terra, cardeal, patativa, caboclinho, papa-capins, tico-ticos, trinca-ferro, tiziu etc);
Furnariídeos (joões-de-barro, bentererês, trapadores etc);
Hirundinídeos (andorinhas);
Icterídeos (chupim, pássaro-preto, graúnas, japus, corrupião etc);
Mimídeos (arrebita-rabo, sabiá-da-praia, japacanim);
Motacilídeos (caminheiros);
Oxiruncídeos (bico-agudo);
Parulídeos (pula-pulas, pia-cobra, mariquitas);
Piprídeos (tangarás, fruchus, rendeira, flautim etc);
Ploceídeos (pardal);
Rinocriptídeos (macuquinhos, tapaculo-preto etc);
Sulviídeos (balança-rabos, chiritos, bico-comprido);
Tersinídeos (saí andorinha);
Tiranídeos (bentevis, suiriris, sebinhos, tesouras, viuvinha etc);
Traupídeos (sanhaços, saíras, gaturamos, tiês, pipiras etc);
Trogloditídeos (corruíras, garrinchas etc);
Turdídeos (sabiás);
Vireonídeos (pitiguari, juruviaras, verdinho-coroado).

Como se vê, a quantidade não é pequena. Das cerca de 1.590 espécies de aves presentes no País (segundo o prof. Helmut Sick), quase 900 são pássaros. É importante atentar para os casos de evolução convergente, não confundindo com pica-paus os arapaçus (Dendrocolaptídeos), que se comportam como aqueles (Picídeos, da ordem Piciformes) mas possuem três dedos dirigidos para a frente e um para trás. O mesmo se diga de andorinhas (Hirundinídeos) e andorinhões. Estes, da família Apodídeos, não são pássaros, pertencendo à mesma ordem dos beija-flores (Apodiformes). Também os tuins, periquitos e similares nada têm a ver com pássaros, por menores que sejam (integram a família Psitacídeos e ordem Psitaciformes). Analisando-se com atenção as famílias que compõem a ordem Passeriformes no Brasil e seus respectivos exemplos não há como errar, evitando-se o emprego incorreto de uma palavra que, em nossa língua, tem valor classificativo.

Portanto, todos os pássaros são aves, mas nem todas aves são pássaros!

ATUALIDADES ORNITOLÓGICAS N.8 JAN/FEV 1986, pág.4
OTÁVIO SALLES, Jacutinga-MG

Depois dessas informações bem bacanas deixo uma pergunta: O QUE HÁ DE ERRADO COM O LORO JOSÉ, DA ANA MARIA BRAGA?

É isso aí pessoal, por hoje é só.

Abraços.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Saudações!
Na semana passada vimos um pouco sobre melanismo em onça-preta, leucismo nos tigres e o albinismo em alguns animais desprovidos de pigmentação. Observamos que a cor de cada indivíduo é muito importante para mantê-lo vivo no habitat que vive. Verificamos que um tigre-branco não viveria muito tempo em vida natural ao contrário de seu primo, o lepardo-negro ou pantera, que se adaptaria melhor numa floresta mais densa e escura. Aos animais que se confundem com o ambiente damos o nome de camuflagem.


E o que seria a CAMUFLAGEM?

É uma abordagem diferente para enganar as presas/predadores em que os animais procuram parecer objetos não comíveis para evitar ser detectados por predadores e presas.

Existem muitos exemplos de espécies da floresta que são ocultamente coloridos para combinar com os seus arredores. Por exemplo, o Lagartixa-de-Madagascar (Uroplatus fimbriatus) é um incrível mestre do disfarce e praticamente imperceptível para qualquer pessoa.



Outras espécies florestais, especialmente mamíferos, têm manchas ou listras para ajudar o animal no seu habitat. Na sombra criada pelo dossel, grandes mamíferos como leopardo, onças, panteras, e o ocapi são surpreendentemente difíceis de serem observados com toda a coloração perturbadora ao redor. Abaixo, outros artistas bem conhecidos por sua camuflagem...



E o MIMETISMO?

Ao contrário da camuflagem, que uma espécie de animal é semelhante à um objeto, o mimetismo se refere às semelhanças entre as espécies animais.
Existem três formas de mimetismo utilizadas por ambos os predadores e presas:
Mimetismo Batesiano
Este mimetismo refere-se a duas ou mais espécies que são semelhantes na aparência, mas somente um é armado com espinhos, ou químicas tóxicas, enquanto a sua “cópia” não tem nenhuma dessas características. A “cópia” não tem defesas como as outras, a não ser as semelhanças que proporcionam proteção contra certos predadores, no qual os predadores associam uma certa aparência a uma má experiência. Dentre alguns exemplos temos:
Borboleta-monarca (Danaus plexippus) e Vice-rei (Limenitis archippus)

Coral-verdadeira* (Micrurus corallinus) e a Falsa-coral* (Erytrolamprus aesculapii)

* Existem outras espécies, porém, aqui apresentamos uma espécie apenas.

Mimetismo Muelleriano

Esta forma de mimetismo refere-se a duas espécies de gosto desagradáveis que imitam um do outro, com colorações notáveis de advertências (também conhecido como coloração aposemática). Assim, todos os mímicos partilham os benefícios da coloração já que o predador irá reconhecer a coloração de um grupo de sabores desagradáveis após algumas más experiências. Dado que várias espécies têm a mesma aparência para o predador.

Os Dendrobatídeos, sapos venenosos da América do Sul, são exemplos com sua coloração conspícua de cores brilhantes.



Auto-Mimetismo

É um termo enganador para os animais que têm um corpo que imita outra parte, aumentando a sobrevivência durante um ataque (borboleta Morpho sp.) ou ajuda os predadores parecerem inofensivos para suas presas. Por exemplo, inúmeras mariposas, borboletas, e espécies de peixes de água doce têm "olhos-manchas", ou seja, grandes marcas escuras que, quando bate luz momentaneamente, espanta o predador e permite a presa ter alguns segundos para escapar.

Manchas de "olho" também ajudam presas a escapar dando um alvo falso aos predadores. As borboletas têm melhor chance de sobreviver a um ataque na parte exterior da asa do que um ataque à cabeça.



Os predadores utilizam menos freqüentemente o mimetismo como auto-ajuda para parecer menos ameaçador ou enganar as presas na hora do ataque. As tartarugas-mordedoras (Macroclemys sp.) têm língua diferenciada que é utilizada como uma espécie de atração para atrair presas para uma posição em que elas se tornem uma captura fácil. Sua língua lembra muito uma minhoca, ou algum outro animal parecido com um verme, que poderia ser alimentação de um peixe, e esta da tartaruga-mordedora.


Outro exemplo interessante de auto-mimetismo é o chamado "duas cabeças". Em um destes grupos existe o dos lagartos denominados por Cobra-de-duas-cabeças (Amphisbaena sp.), que são ápodes e muito difundido no Brasil, tem um rabo que lembra uma cabeça e uma cabeça que lembra um rabo.




mongabay.com (adaptado)

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

CONHECER PARA PRESERVAR - PIGMENTAÇÃO



O TIGRE-BRANCO É ALBINO?

Constantemente essa pergunta aparece em meus e-mails e principalmente em monitorias aos zoológicos. Mas, para entendermos direito a resposta desta pergunta é preciso entender melhor outras perguntas. Vamos às explicações devidas:

O QUE É MELANISMO?

É o aumento concentrado e considerável de pigmentação preta, que ocorre por mutação genética em animais. O melanismo presente no indivíduo, cria áreas de excessiva pigmentação (afetando a pele, penas ou pêlos). Tecnicamente, refere-se a um fenótipo (aquilo que vemos) no qual a pigmentação de um organismo é completa ou quase completamente concentrada.

A onça-preta


Um exemplo clássico de melanismo animal é o que ocorre no gênero Panthera, do qual o mais conhecido é a pantera negra.

No Brasil o fenômeno é comum com a espécie do jaguar*, a onça-pintada, em que a coloração amarela é substituída por pêlos escuros - quando é chamada de onça-preta podendo entretanto notar-se a existência das pintas negras, característica da espécie.

Além dos felinos, a anomalia pode ser verificada em muitas outras espécies, como roedores, répteis e insetos

* Jaguar é a denominação para o macho da onça-pintada. Exemplos: Leão/Leoa; Tigre/Tigresa; Jaguar/Onça-pintada.


Leopardo (Panthera pardus).
Assim como sua prima americana o leopardo também possui manchas mais claras no corpo.


O QUE É LEUCISMO?

O leucismo (do grego, leucos, branco) é uma particularidade genética devida a um gene recessivo, que confere a cor branca a animais geralmente escuros.

O leucismo é diferente do albinismo: os animais leucísticos não são mais sensíveis ao sol do que qualquer outro. Pelo contrário, são ligeiramente mais resistentes, protegidos mais do calor.


Leão (Panthera leo)


Tigre-de-bengala (Panthera tigris tigris)



Suindara (Tyto alba)


Pavão-azul (Pavo cristatus)

O QUE É ALBINISMO?

O albinismo é uma condição de natureza genética em que há um defeito na produção pelo organismo de melanina. Este defeito é a causa de uma ausência parcial ou total da pigmentação dos olhos, pele e pêlos do animal afetado. Também aparecem equivalentes do albinismo nos vegetais, em que faltam alguns compostos corantes, como o caroteno. É uma condição hereditária que aparece com a combinação de genes que são recessivos nos pais.

Ouriço-europeu (Erinaceus europaeus)


O albinismo é uma alteração genética que ocorre nos seres vivos, afetando-lhes a pigmentação. Pode ocorrer, conforme o reino:

Na Zoologia: Anomalia congênita, caracterizada pela ausência total ou parcial do pigmento da pele, dos pêlos e do olho (a melanina).

Na Botânica: Anomalia congênita das plantas, consistente na diminuição ou ausência total do caroteno, substância que dá cor à clorofila. O albinismo parcial produz manchas alvas em fundo verde, e corresponde à chamada variegação. Neste caso, o vegetal torna-se ornamental graças à beleza que adquire.


Fonte: Wikipédia (adaptado)



VAMOS COMENTAR UM POUCO...


Em natureza, os animais brancos ou pretos sobrevivem bem?


Pensemos um pouco: o que nos chama mais atenção, a cor preta ou a branca? Logicamente isso vai depender do lugar onde essas cores estarão. Onça-preta ou tigre-branco, dentre outros, são animais de coloração incomum para sua espécie. Mas, alguém aí se sairá bem dentro de uma floresta. Os animais brancos que ali estiverem serão denunciados mais facilmente e, a probabilidade de chegar até a idade adulta é muito pequena, ou impossível. Pode parecer triste, mas é assim que a natureza funciona: “Os melhores adaptados viverão”. Os pequenos tigres serão atacados por predadores logo cedo e isso será feito quando sua mãe não estiver para protegê-los, mesmo estando em total silêncio. Por outro lado, os animais escuros, a onça-preta, por exemplo, na mesma condição, poderão sair ilesos uma vez que sua coloração os confunde com a floresta, que também é escura em alguns pontos.


É importante ressaltar que, em uma savana aberta, um tipo de cerrado africano, onde a coloração é bege claro, essas “onças” não sobreviveriam (aliás, vamos substituir as onças pelos leopardos-pretos, as panteras, já que savana não é habitat de onça). Nesse tipo de ambiente um leão, que é bege, se confunde muito bem. Mesmo os leões-brancos, sendo claro demais, serão identificados por predadores, ou pior, por suas próprias presas, fugindo rapidamente.

A essa coloração que se confunde com o ambiente que o animal vive chamamos de CAMUFLAGEM.

Que será o nosso próximo tema...

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Aquecimento Global e os Animais I


"Causas do aquecimento global

O planeta possui oscilações normais de temperatura ao longo dos tempos, com altas e baixas. Nos últimos anos, pudemos observar um aumento significativo na temperatura de todo o planeta, o que vem preocupando os especialistas em clima, já que ocorre em um ritmo muito acelerado. A causa mais provável do aquecimento é o efeito-estufa, pois a concentração de carbono na atmosfera tem aumentado junto à temperatura do planeta.

O que é o efeito-estufa?

É o processo de reflexão da radiação solar, causando aumento da temperatura do planeta. Essa reflexão é causada por uma barreira formada por diversos gases, sendo o gás carbônico o mais importante. Ao contrário do que muitos pensam, é um processo essencial para a vida no planeta Terra, pois sem ele o planeta teria temperaturas tão baixas que a tornaria inabitável. Sendo assim, certa quantidade de gás carbônico é essencial na atmosfera, sendo que seu excesso causaria um aumento excessivo na temperatura. E é exatamente isso que temem os cientistas.

A origem do gás carbônico da atmosfera

O planeta possui certo número de átomos de carbono, que são indestrutíveis e indivisíveis, mas são transformáveis, assim como qualquer outro átomo. São tantas e inúmeras as formas com as quais podemos encontrar os átomos de carbono, dentre elas estão: gás carbônico, metano, compostos do petróleo, além de muitos outros compostos orgânicos, presentes em todos os seres vivos do planeta.

A queima de florestas

Outra parte considerável do carbono está presa nos seres vivos, em especial nas matas, nas algas e microrganismos marinhos. A queima ou decomposição destes libera o carbono preso neles, transformando-os em gás carbônico, sendo liberado na atmosfera. Mas vale lembrar quando queimamos matas, basta replantarmos a floresta, que o carbono se prende novamente nos seres vivos, diferentemente dos combustíveis fósseis. (Sem considerar impactos ambientais)

Combate ao efeito-estufa

Muitos programas de controle do efeito-estufa têm sido realizados em todo o planeta. A maioria deles se baseia na redução da queima de combustíveis fósseis, bem como no plantio e conservação de reservas florestais. Um dos principais acordos mundiais de combate ao aquecimento global é o Tratado de Kyoto, que regula a emissão de carbono nos países desenvolvidos e estimula ações ambientais em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. O Brasil é acusado muitas vezes de ser o maior poluidor, isso devido às queimadas que ocorrem principalmente na região amazônica nos meses de estiagem. Mas vale lembrar que a queima de material vegetal e animal é um processo reversível em termos de aquecimento global, diferentemente da queima de combustíveis fósseis, que é um processo irreversível".


Vamos comentar um pouco...

A imagem a seguir pode resumir um pouco o que VAI ACONTECER nos próximos anos.



O Urso-polar (Ursus maritimus) é um mamífero carnívoro, da família dos ursídeos e que pode deixar de existir em pouco tempo. Triste? Sim, e muito!

Este urso pode medir 2 m de comprimento e pesar 700 kg. Embora grande e volumoso tem força suficientemente grande para se deslocar rapidamente por entre o gelo do Ártico. Sua presa favorita é a foca (tem muita gordura e o alimenta muito bem mantendo uma boa reserva de gordura para si), além de poder atacar a raposa-do-ártico, a rena, peixes e até o boi-almiscarado.

Caçador paciente chega a ficar horas aguardando alguma foca subir para respirar e, numa fração de segundos, dá lhe uma patada tão forte e precisa que a mata na hora. É a lei da natureza. A morte de uns gera a vida de outros.

Mas, infelizmente está sendo muito difícil encontrá-lo no Pólo Norte. Há uma certa cota para abate, autorizado pelo governo canadense, que é destinada aos esquimós. Eles caçam os ursos com a finalidade de comer sua carne além de retirar sua pela para a confecção de suas vestimentas. Tá, até aí tudo bem, mas o que acontece é que essas cotas são vendidas para caçadores, pelos esquimós.

Se não bastasse o comércio que está sendo a caça de ursos, há uma nova ação humana denominada por AQUECIMENTO GLOBAL.

Já vimos o que é o Aquecimento Global, mas será que entendemos o que está acontecendo com o planeta?

É isso que está acontecendo...
... Ele está derretendo. E não de uma forma natural, como na Era Glacial. Não! O planeta muda de temperatura, de forma e de seres vivos constantemente, mas nós estamos acelerando esse processo e, quando fazemos isso, as espécies não têm tempo para se adaptarem e acabam morrendo. É simples assim!

Sim, talvez um Urso-polar poderia se adaptar ao calor. Para isso levaria alguns milhões de anos ou muitos mil anos quem sabe. O que não pode acontecer é ser repentino.

PENSE NISSO!

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Terça-feira, 4 de Março de 2008

O que você está fazendo para salvar o mundo?

Saudações!
Este blog foi criado para ajudar a natureza.
Como?
Com filmes, frases motivadoras, exemplos, métodos de melhorias para a vida, com atitutes de verdadeiros homens (no sentido humano), enfim, tudo que possa contribuir para um salto maior para o planeta Terra ficar menos ruim.
Nós biólogos, infelizmente, existimos não somente para estudar a vida, mas atualmente, para retardar a destruição da Terra. Isso mesmo: a Terra vai desaparecer, assim como uma espécie some do mapa quando é extinta.
Convido você a ajudar um pouco o planeta.
Aceita meu convite?
Danianderson R. Carvalho