Saudações!
Na semana passada vimos um pouco sobre melanismo em onça-preta, leucismo nos tigres e o albinismo em alguns animais desprovidos de pigmentação. Observamos que a cor de cada indivíduo é muito importante para mantê-lo vivo no habitat que vive. Verificamos que um tigre-branco não viveria muito tempo em vida natural ao contrário de seu primo, o lepardo-negro ou pantera, que se adaptaria melhor numa floresta mais densa e escura. Aos animais que se confundem com o ambiente damos o nome de camuflagem.
E o que seria a CAMUFLAGEM?
É uma abordagem diferente para enganar as presas/predadores em que os animais procuram parecer objetos não comíveis para evitar ser detectados por predadores e presas.
Existem muitos exemplos de espécies da floresta que são ocultamente coloridos para combinar com os seus arredores. Por exemplo, o Lagartixa-de-Madagascar (Uroplatus fimbriatus) é um incrível mestre do disfarce e praticamente imperceptível para qualquer pessoa.
É uma abordagem diferente para enganar as presas/predadores em que os animais procuram parecer objetos não comíveis para evitar ser detectados por predadores e presas.
Existem muitos exemplos de espécies da floresta que são ocultamente coloridos para combinar com os seus arredores. Por exemplo, o Lagartixa-de-Madagascar (Uroplatus fimbriatus) é um incrível mestre do disfarce e praticamente imperceptível para qualquer pessoa.
Outras espécies florestais, especialmente mamíferos, têm manchas ou listras para ajudar o animal no seu habitat. Na sombra criada pelo dossel, grandes mamíferos como leopardo, onças, panteras, e o ocapi são surpreendentemente difíceis de serem observados com toda a coloração perturbadora ao redor. Abaixo, outros artistas bem conhecidos por sua camuflagem...


E o MIMETISMO?
Ao contrário da camuflagem, que uma espécie de animal é semelhante à um objeto, o mimetismo se refere às semelhanças entre as espécies animais.
Existem três formas de mimetismo utilizadas por ambos os predadores e presas:
Ao contrário da camuflagem, que uma espécie de animal é semelhante à um objeto, o mimetismo se refere às semelhanças entre as espécies animais.
Existem três formas de mimetismo utilizadas por ambos os predadores e presas:
Mimetismo Batesiano
Este mimetismo refere-se a duas ou mais espécies que são semelhantes na aparência, mas somente um é armado com espinhos, ou químicas tóxicas, enquanto a sua “cópia” não tem nenhuma dessas características. A “cópia” não tem defesas como as outras, a não ser as semelhanças que proporcionam proteção contra certos predadores, no qual os predadores associam uma certa aparência a uma má experiência. Dentre alguns exemplos temos:
Borboleta-monarca (Danaus plexippus) e Vice-rei (Limenitis archippus)
Coral-verdadeira* (Micrurus corallinus) e a Falsa-coral* (Erytrolamprus aesculapii)
* Existem outras espécies, porém, aqui apresentamos uma espécie apenas.
Mimetismo Muelleriano
Esta forma de mimetismo refere-se a duas espécies de gosto desagradáveis que imitam um do outro, com colorações notáveis de advertências (também conhecido como coloração aposemática). Assim, todos os mímicos partilham os benefícios da coloração já que o predador irá reconhecer a coloração de um grupo de sabores desagradáveis após algumas más experiências. Dado que várias espécies têm a mesma aparência para o predador.
Os Dendrobatídeos, sapos venenosos da América do Sul, são exemplos com sua coloração conspícua de cores brilhantes.

Auto-Mimetismo
É um termo enganador para os animais que têm um corpo que imita outra parte, aumentando a sobrevivência durante um ataque (borboleta Morpho sp.) ou ajuda os predadores parecerem inofensivos para suas presas. Por exemplo, inúmeras mariposas, borboletas, e espécies de peixes de água doce têm "olhos-manchas", ou seja, grandes marcas escuras que, quando bate luz momentaneamente, espanta o predador e permite a presa ter alguns segundos para escapar.
É um termo enganador para os animais que têm um corpo que imita outra parte, aumentando a sobrevivência durante um ataque (borboleta Morpho sp.) ou ajuda os predadores parecerem inofensivos para suas presas. Por exemplo, inúmeras mariposas, borboletas, e espécies de peixes de água doce têm "olhos-manchas", ou seja, grandes marcas escuras que, quando bate luz momentaneamente, espanta o predador e permite a presa ter alguns segundos para escapar.
Manchas de "olho" também ajudam presas a escapar dando um alvo falso aos predadores. As borboletas têm melhor chance de sobreviver a um ataque na parte exterior da asa do que um ataque à cabeça.

Os predadores utilizam menos freqüentemente o mimetismo como auto-ajuda para parecer menos ameaçador ou enganar as presas na hora do ataque. As tartarugas-mordedoras (Macroclemys sp.) têm língua diferenciada que é utilizada como uma espécie de atração para atrair presas para uma posição em que elas se tornem uma captura fácil. Sua língua lembra muito uma minhoca, ou algum outro animal parecido com um verme, que poderia ser alimentação de um peixe, e esta da tartaruga-mordedora.
Outro exemplo interessante de auto-mimetismo é o chamado "duas cabeças". Em um destes grupos existe o dos lagartos denominados por Cobra-de-duas-cabeças (Amphisbaena sp.), que são ápodes e muito difundido no Brasil, tem um rabo que lembra uma cabeça e uma cabeça que lembra um rabo.

mongabay.com (adaptado)
2 comentários:
Achei mto interessante o mimetismo... mas acho q continuo com o camaleão.
rs
Tô gostando de ver!
Keep writing... keep writing!
Oi Dani!
Estou adorando seu blog.... um espaço interativo e cheio de informações valiosas!
Fico irritadíssima com a confusão frequente entre MIMETISMO e CAMUFLAGEM! rsrsrs
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