INTERNET. É um meio de comunicação muito bom. Ela facilita a vida de muitas pessoas, agiliza certos processos, mantém vínculos que seriam impossíveis anos atrás, faz da tua vida uma alegria... Ou não!
Isso mesmo. A internet também é uma fonte que espalha medo, terror, ódio, desgraças e, para não ficar de fora, informações falsas.
Quantas vezes você já não recebeu e-mails falando sobre “corrente”, que é para você passar adiante? Ou então fotos de pessoas famosas ao lado de foto, destas mesmas pessoas, mas de anos atrás? Ou ainda, montagens feitas por computação gráfica onde o rosto de uma pessoa está no corpo de outra?
Agora, referente ao interesse deste blog, o que seria pior é receber e-mails de animais. Quantas vezes você já recebeu um destes e-mails e, sem saber se era verdade o seu conteúdo, o repassou e ainda escreveu: “NOSSA GENTE, FIQUEI INDIGNADO(A)!!! VAMOS PASSAR A DIANTE E MOSTRAR ESSA REALIDADE!!!”, heim? Quantas vezes você já fez isso? Pois bem, se é um leigo no assunto, eu até relevo. Mas se é algum biólogo/bióloga que é meu/minha amigo/amiga... Ahhh, aí o bicho pega. Como nós, profissionais da biologia, podemos repassar algo que não temos certeza? Mas atenção: não é só em nossa área que essas coisas acontecem! Portanto vamos abrindo os olhos minha gente.
Eu falo, falo, falo, mas não digo aonde quero chegar. Isso tudo é a introdução. Faz parte da mística, entende?! Tenho certeza que você entende!
Acontece que está rolando por aí um e-mail que fala sobre almíscar, mas o texto está incorreto. Ele mostra a foto de um bicho, o Almiscareiro (Civettictis civetta), ou simplesmente Civeta, e o texto de um cervo, o Almiscareiro (Moschus moschiferus). Lógico que alguém conseguiu algumas fotos bem fortes sobre este animal (Civeta) e deu uma caramelada errônea montando um e-mail meio estranho.
Portanto, a nossa idéia é mostrar o correto e também aquilo que muitos nunca pensaram que poderia existir. Vale lembrar que é possível sim, em muitos casos, haver maus tratos com muitos animais.
A seguir um pouco sobre os “Almiscarados”.
O que é o Almíscar?
É o nome dado a um perfume obtido a partir de uma substância de forte odor, secretada por uma glândula do veado-almiscareiro, de outros animais e também de algumas plantas de odor similar.
A variedade que é comercializada é a secreção do veado-almiscareiro, porém o odor se encontra também no boi-almiscarado (Ovibos moschatus), no rato-almiscarado (Ondatra zibethicus), no pato-almiscarado (Biziura lobata) entre outros animais.
A seguir um pouco sobre os “Almiscarados”.
O que é o Almíscar?
É o nome dado a um perfume obtido a partir de uma substância de forte odor, secretada por uma glândula do veado-almiscareiro, de outros animais e também de algumas plantas de odor similar.
A variedade que é comercializada é a secreção do veado-almiscareiro, porém o odor se encontra também no boi-almiscarado (Ovibos moschatus), no rato-almiscarado (Ondatra zibethicus), no pato-almiscarado (Biziura lobata) entre outros animais.


Para obter-se o perfume do veado-almiscareiro, mata-se o animal e se extrai completamente a glândula, que é secada ao sol, sobre uma pedra quente ou submergindo-a em azeite quente. É comercializada sob duas formas: a glândula inteira ou o perfume extraído do seu receptáculo.
Seu aroma não é só mais penetrante, como também mais persistente do que qualquer outra substância conhecida. É uma matéria prima muito importante em perfumaria, dando força e fixando as essências vegetais com seu aroma poderoso e duradouro.
O almíscar artificial é um produto sintético possuindo um aroma similar ao natural que levou o nome de simtrinitro-butil tolueno. Foi obtido pelo químico Albert Baur em 1888 condensando tolueno com brometo de isobutila em presença de cloreto de alumínio, e nitrogenando o produto obtido. Se tem criado muitas fórmulas similares, e acredita-se que o odor depende da simetria dos três grupos nitrogenados. A descoberta do almíscar sintético pode estar evitando a extinção do cervo-almiscarado. Mas infelizmente ainda há muitos fabricantes clandestinos que maltratam estes e outros animais e/ou utilizam suas partes para fins inacreditáveis como "curar" certas doenças incuráveis.
Fonte: Wikipédia (adaptado)
Veado almiscareiro (Moschus moschiferus)
O almíscar do veado almiscareiro sempre foi apreciado e era usado pelos gregos e romanos em forma de unguentos perfumados. Em 1300, Marco Pólo contava na Europa como conseguia o almíscar: “Nas noites de lua cheia, o umbigo desse animal incha até formar uma bexiga repleta de sangue. Aí o animal é caçado e retira-se a bolsa, que fica secando ao sol. Dessa maneira consegue-se o bálsamo mais delicado que existe”. O fato é que só os machos com mais de 3 anos secretam o almíscar, uma substância amarronzada e semelhante a cera, produzida por uma glândula que fica numa bolsa na altura do abdome do animal.
O almíscar do veado almiscareiro sempre foi apreciado e era usado pelos gregos e romanos em forma de unguentos perfumados. Em 1300, Marco Pólo contava na Europa como conseguia o almíscar: “Nas noites de lua cheia, o umbigo desse animal incha até formar uma bexiga repleta de sangue. Aí o animal é caçado e retira-se a bolsa, que fica secando ao sol. Dessa maneira consegue-se o bálsamo mais delicado que existe”. O fato é que só os machos com mais de 3 anos secretam o almíscar, uma substância amarronzada e semelhante a cera, produzida por uma glândula que fica numa bolsa na altura do abdome do animal.



Almiscareiro (Civettictis civetta)

Na Antiguidade, seu primo, o mangusto, era adorado como animal sagrado pelos povos da Ásia e do norte da África, pois livrava as moradias de ratos, serpentes e escorpiões.

O almiscareiro é criado na Índia por causa do almíscar. O almíscar fica numa glândula situada sob a pele do animal que tem uma abertura perto da cauda. Os nativos colocam uma colherinha nessa abertura e extraem a substância, parecida com uma geléia amarelada e composta de amoníaco, resina, gordura e óleo. A retirada do almíscar é uma tarefa que exige muita habilidade e pode ser repetida a cada 15 ou 20 dias. Para o almiscareiro, seu almíscar é utilizado para outras finalidades, como delimitar seu território ou para que se comuniquem entre si na escuridão da floresta, já que são animais noturnos.

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